Ações da CBA Disparam com Negociações de Venda em Fase Avançada e Entrada da Chinalco

As ações da Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3) registraram um salto expressivo nesta segunda-feira, impulsionadas pelo avanço das negociações para a potencial venda da produtora de alumínio. O mercado reagiu positivamente à notícia de que o processo de aquisição entrou em uma fase mais competitiva, com novos gigantes globais entrando na disputa, apesar de um aparente arrefecimento nas conversas iniciais com a Emirates Global Aluminium (EGA).

A Disputa Pela Companhia Brasileira de Alumínio Ganha Novos Contornos

Fontes familiarizadas com o assunto revelaram à Reuters que a venda da CBA está se tornando uma corrida mais acirrada. Enquanto as discussões com a Emirates Global Aluminium (EGA) teriam desacelerado, dois novos proponentes de peso emergiram: a Aluminum Corporation of China (Chinalco) e um terceiro licitante ainda não identificado. Essa configuração competitiva sugere que a decisão final pode estar próxima, com um anúncio potencial aguardado para os próximos dias ou semanas, embora a natureza complexa de tais transações sempre reserve a possibilidade de reviravoltas.

Repercussão no Mercado e Expressiva Valorização Acionária

A resposta do mercado à intensificação das negociações foi imediata e robusta. As ações da CBA (CBAV3) registraram uma alta de 4,93% nesta segunda-feira, fechando o pregão a R$ 9,80. Este desempenho soma-se ao fechamento positivo da sexta-feira anterior, que já havia mostrado uma valorização de 6,2%. Com uma capitalização de mercado avaliada em US$ 1,15 bilhão ao final da última sexta-feira, a empresa brasileira tem visto suas ações subirem quase 84% no último ano, refletindo o otimismo dos investidores e o interesse estratégico por seus ativos.

O Perfil da CBA e o Cenário das Negociações Anteriores

A Companhia Brasileira de Alumínio é um ativo de peso no setor, com uma participação de 69% detida pelo conglomerado brasileiro Votorantim S.A. Reconhecida por sua produção de alumínio com baixo teor de carbono, a empresa opera em sete estados brasileiros. O interesse em sua aquisição não é recente; em outubro do ano passado, a Reuters já havia noticiado que a EGA, uma joint venture dos fundos soberanos de Abu Dhabi (Mubadala) e Dubai (Investment Corporation of Dubai), estava em negociações para uma possível compra. A CBA e o Grupo Votorantim optaram por não comentar sobre as discussões em andamento, enquanto a EGA e a Chinalco não responderam imediatamente aos pedidos de esclarecimento, mantendo o véu de discrição típico de processos de fusão e aquisição de grande porte.

A expectativa em torno do futuro da CBA permanece alta, com o mercado monitorando de perto os próximos capítulos desta disputa por sua aquisição. A entrada de novos players globalmente relevantes sinaliza não apenas o valor intrínseco da companhia, mas também a crescente demanda por ativos estratégicos no setor de alumínio. O desfecho dessas negociações será crucial para redefinir o caminho da produtora brasileira no cenário internacional.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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