Amazon Intensifica Guerra Logística com Nova Promoção, Enquanto Mercado Livre Mantém Liderança Inabalável

A Amazon (AMZO34) anunciou recentemente uma significativa manobra estratégica no mercado brasileiro de e-commerce, lançando uma nova e robusta promoção em seu serviço de logística de fulfillment. A iniciativa visa fortalecer sua posição e acelerar a adoção de sua infraestrutura pelos vendedores, acirrando a competição com gigantes estabelecidos como Mercado Livre (MELI34) e Shopee (S2EA34). Este movimento reflete um investimento contínuo da Amazon para expandir sua fatia de mercado, buscando atrair lojistas com a promessa de uma operação logística simplificada e de baixo custo.

Amazon Acelera Estratégia Logística com Atração de Vendedores

O cerne da nova promoção da Amazon reside na oferta de isenção total de taxas logísticas, abrangendo coleta, armazenagem e entrega, por até 30 dias para novos vendedores que aderirem ao programa de fulfillment. Para parceiros já estabelecidos na plataforma, a companhia estende a gratuidade na coleta e armazenagem durante o mês de fevereiro, além de oferecer frete sem custo para pedidos com valor superior a R$ 100. Esses benefícios podem ser renovados mensalmente e são válidos até julho de 2026, com a condição de que 3,5% da receita elegível dos produtos seja direcionada para o Amazon Ads, evidenciando uma estratégia integrada para fomentar vendas e engajamento na plataforma.

Recepção do Mercado e Desafios Operacionais da Amazon

A experiência prévia da Amazon com incentivos logísticos similares, implementados no final de 2025, demonstrou um crescimento anual de aproximadamente 30% na companhia, conforme relatório do Itaú BBA. A recepção inicial dos vendedores à nova campanha é vista como positiva pelo Goldman Sachs, porém, a análise também aponta para persistentes gargalos operacionais já identificados em promoções anteriores. Vendedores reportaram atrasos na coleta de produtos e na contabilização de inventários, além de manifestarem preocupações quanto à capacidade de armazenamento da empresa, que podem mitigar parte da eficácia dos incentivos.

A Dinâmica da Competição de Custos no E-commerce Brasileiro

No intrincado cenário do e-commerce brasileiro, a Amazon e a Shopee geralmente apresentam estruturas de tarifas mais competitivas em comparação com o Mercado Livre. A nova promoção da Amazon promete aprofundar essa diferença, especialmente em faixas de preço mais elevadas. Para itens de aproximadamente R$ 180, por exemplo, as taxas de take rate da Amazon giram em torno de 13%, enquanto Shopee e Mercado Livre cobram, respectivamente, cerca de 22-23% e 26%. Essa disparidade de custos, contudo, é apenas um dos fatores na complexa decisão dos vendedores sobre qual plataforma priorizar.

Mercado Livre: Liderança Consolidada e Vantagens Não Replicáveis

Apesar das tarifas mais elevadas e das agressivas promoções da concorrência, analistas indicam que a nova ofensiva da Amazon não deverá impactar significativamente a performance do Mercado Livre. Mesmo com uma diferença de custos observada desde 2025, a plataforma argentina segue registrando um crescimento substancial. A preferência dos vendedores pelo Mercado Livre, conforme feedback coletado pelo Goldman Sachs, é atribuída principalmente à sua incomparável escala de tráfego qualificado, que se traduz em uma maior velocidade de giro de estoque, compensando amplamente o custo unitário superior da plataforma. Além disso, a experiência de usuário e o suporte oferecido pela companhia são frequentemente elogiados.

As vantagens competitivas do Mercado Livre, como sua vasta base de usuários e a eficiência de seu ecossistema, são consideradas difíceis de replicar, sendo o resultado de anos de investimentos maciços em escala e infraestrutura. A empresa também sustenta sua liderança através de investimentos agressivos em marketing e subsídios para garantir a demanda dos compradores, criando um ciclo virtuoso que beneficia tanto vendedores quanto consumidores.

Recomendações Otimistas para o Mercado Livre

Diante desse panorama, tanto o Goldman Sachs quanto o Itaú BBA reforçam suas recomendações de compra para as ações do Mercado Livre. O Goldman Sachs estabeleceu um preço-alvo de US$ 2.850 para os próximos 12 meses. O Itaú BBA, por sua vez, prevê que os resultados do quarto trimestre de 2025 deverão aliviar a percepção de risco competitivo para a companhia, confirmando um crescimento consistente e sustentando um re-rating estrutural, solidificando a confiança dos investidores na resiliência e na trajetória de longo prazo do gigante latino-americano do e-commerce.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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