A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) anunciou o início de um ambicioso plano de desinvestimento imobiliário, parte crucial de sua estratégia para reverter uma grave crise financeira. Com a venda de propriedades consideradas ociosas ou de gestão onerosa, a estatal projeta arrecadar até <b>R$ 1,5 bilhão</b> ainda neste ano, um passo fundamental para restaurar seu equilíbrio econômico-financeiro e assegurar um futuro sustentável.
Primeira Rodada de Leilões: Detalhes e Variedade de Ativos
A fase inicial do processo de desmobilização inclui a oferta de <b>21 unidades</b> diversas, que abrangem desde prédios administrativos e antigos complexos operacionais até terrenos, galpões, lojas de rua e apartamentos funcionais. Os primeiros certames digitais estão agendados para os dias <b>12 e 26 de fevereiro</b>, abrindo as portas para a participação tanto de pessoas físicas quanto jurídicas interessadas em adquirir parte do patrimônio da empresa.
Panorama dos Imóveis: De Oportunidades a Grandes Desafios
A lista de imóveis colocados à venda revela uma ampla gama de condições e potenciais de investimento, refletindo a diversidade do portfólio dos Correios. Há propriedades que demandam revitalização significativa e outras que representam oportunidades em localizações privilegiadas, atraindo diferentes perfis de investidores e empreendedores.
Ativos que Demandam Revitalização
Entre os ativos disponíveis, destacam-se alguns que apresentam estado de conservação bastante deteriorado. Um exemplo notável é um prédio comercial situado no coração de São Paulo, próximo à área histórica da Cracolândia, cujas imagens oficiais expõem instalações abandonadas, lajes com acúmulo de lixo e fachada pichada. O lance mínimo para este imóvel específico foi estabelecido em R$ 7 milhões. Complementando essa categoria, diversos salões comerciais de rua, localizados em cidades do interior, também se encontram fechados há tempo e exigem investimentos, com lances iniciais a partir de R$ 16 mil.
Oportunidades em Locais Estratégicos
Em contraste, o portfólio inclui também propriedades com alto potencial de valorização. Um prédio comercial de oito andares, localizado no bairro Floresta, um dos mais antigos e tradicionais de Belo Horizonte, está disponível com lances a partir de R$ 8,3 milhões. Outra oferta atraente é um apartamento residencial na Barra, em Salvador, um dos bairros mais valorizados da capital baiana, cujo lance inicial é de R$ 524 mil, prometendo atrair interessados por moradia ou investimento em regiões nobres.
Estratégia Ampla de Reestruturação e Visão de Futuro
A venda desses imóveis representa apenas uma parte do plano de reestruturação dos Correios. A empresa possui cerca de 2,3 mil imóveis espalhados por todo o país, incluindo lojas, centros de distribuição e escritórios, todos essenciais para sua vasta rede logística. Desse total, estima-se que entre 60 a 70 unidades estejam ociosas, evidenciando o potencial de otimização patrimonial. A direção da estatal reitera que o foco permanece na implementação de ações coordenadas de curto, médio e longo prazos para reestabelecer a solidez financeira, ampliar a eficiência operacional e garantir a sustentabilidade de uma das empresas públicas mais estratégicas do Brasil.
Este movimento de desinvestimento não é apenas uma resposta à crise, mas uma medida proativa para modernizar a gestão do patrimônio da empresa, liberando recursos para investimentos essenciais e para aprimorar os serviços oferecidos à população brasileira. Ao alienar ativos não utilizados, os Correios buscam fortalecer sua base financeira e focar em sua missão principal de conectar o país.
Fonte: https://www.infomoney.com.br

