Caso C4 Gym: Manobrista é Investigado por Manipulação de Químicos que Causou Morte e Intoxicações em Academia de SP

A Polícia Civil de São Paulo concentra suas investigações em Severino José da Silva, de 43 anos, um manobrista que também era responsável pela manutenção da piscina da academia C4 Gym. A suspeita é que a manipulação inadequada de substâncias químicas por parte de Silva tenha resultado na intoxicação de seis pessoas e, tragicamente, na morte da professora de natação Juliana Faustino Bassetto, de 43 anos, ocorrida no último sábado (7/2). O delegado Alexandre Bento confirmou, em entrevista coletiva nesta terça-feira (10/2), que Silva está sendo formalmente investigado, marcando um avanço significativo no esclarecimento do caso que chocou a capital paulista.

A Trágica Ocorrência e a Identificação do Agente Tóxico

O incidente teve início após uma aula de natação na unidade da C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo. A professora Juliana Faustino Bassetto sentiu-se mal durante o treino e, apesar do atendimento médico, veio a falecer. Além dela, outras cinco vítimas, incluindo seu marido, apresentaram severos sinais de intoxicação. Inicialmente, a linha de investigação considerava a possibilidade de contaminação da água da piscina. Contudo, a análise aprofundada dos depoimentos, registros de câmeras de segurança e laudos preliminares redirecionou o foco. Os indícios apontam agora para a propagação de gás tóxico no ar, gerado a partir da preparação de produtos químicos utilizados na limpeza e manutenção do local.

O Manobrista Sob Escrutínio: Severino José da Silva

Severino José da Silva, além de suas funções como manobrista, desempenhava múltiplas tarefas no estabelecimento, prestando auxílio em serviços gerais que incluíam, criticamente, a preparação do material para a higienização da piscina. Foi essa atividade que o colocou no centro da investigação. As evidências coletadas, especialmente os registros de câmeras de segurança, foram cruciais para identificar Silva como o responsável pela manipulação dos produtos que culminaram na formação do gás tóxico. Ele compareceu à Polícia Civil também nesta terça-feira (10/2), prestando depoimento sobre sua participação e os procedimentos que rotineiramente adotava no ambiente da academia.

Desdobramentos da Investigação e Possíveis Acusações

A Polícia Civil busca agora compreender a dinâmica exata dos fatos para determinar a responsabilidade legal de Severino. O delegado Alexandre Bento indicou que o manobrista pode ser indiciado por homicídio culposo, uma vez que a investigação aponta para uma conduta negligente na preparação dos químicos que resultou na morte de Juliana e na intoxicação das demais vítimas. No entanto, Silva, em seu depoimento, alegou que sua atuação se dava sob a supervisão e orientação de um dos proprietários da academia. Ele afirmou que apenas preparava os produtos, deixando-os na borda da piscina para que um professor os aplicasse após a última aula, a fim de que a água descansasse para o dia seguinte. A versão do funcionário é um ponto crucial que a investigação deverá esclarecer.

Para embasar as futuras decisões, a Polícia Civil aguarda uma série de laudos periciais. Estão pendentes os resultados das análises realizadas no local do incidente e nos produtos químicos apreendidos. Além disso, são aguardados os relatórios médicos detalhados fornecidos pelos hospitais, que especificarão os tipos de lesões e as condições clínicas das vítimas. O Conselho Regional de Química também está colaborando, analisando se o material utilizado na academia estava em conformidade com as regulamentações técnicas e de segurança. A complexidade do caso exige uma análise minuciosa de todas as provas para que a justiça seja feita.

Fonte: https://portalleodias.com

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