Trump Pondera Abandonar Acordo Comercial USMCA, Ameaçando Relações Trilionárias

Donald Trump, ex-presidente e figura central na política americana, estaria considerando sigilosamente a retirada dos Estados Unidos do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), pacto comercial que ele mesmo negociou e assinou durante seu primeiro mandato. Essa avaliação interna, revelada por fontes anônimas, lança uma sombra de incerteza sobre o futuro de uma das maiores relações comerciais do mundo, justamente no momento em que o USMCA se aproxima de uma revisão obrigatória crucial.

As Deliberações Internas e a Busca por um "Melhor Acordo"

Trump teria questionado seus assessores sobre as razões para não se desvincular do acordo, embora não tenha sinalizado uma decisão final. Essa postura, segundo fontes familiarizadas com as discussões, reflete sua filosofia de sempre buscar o que ele considera um "acordo melhor para o povo americano". Questionado sobre as deliberações, um funcionário da Casa Branca minimizou as especulações, descrevendo Trump como o tomador de decisões final e enfatizando que qualquer ação formal seria precedida por um anúncio presidencial, sem, contudo, confirmar ou negar a consideração de uma saída.

A Revisão Crítica do USMCA e Negociações Tensas

O USMCA enfrenta uma revisão obrigatória antes de 1º de julho, data para uma possível prorrogação. O que antes era um processo considerado rotineiro, transformou-se em uma negociação contenciosa sob a égide da administração Trump. Jamieson Greer, um alto funcionário do gabinete do Representante Comercial dos EUA, indicou que a aprovação automática dos termos de 2019 não seria do interesse nacional, e que o governo pretendia manter as opções do presidente em aberto, buscando resolver as questões identificadas. Greer também revelou que as negociações tenderiam a ser bilaterais, e não trilaterais, destacando a postura "pragmática" do México em contraste com os desafios observados nas relações comerciais com o Canadá.

As Exigências de Trump e o Futuro do Acordo

Trump tem pressionado por concessões comerciais adicionais de Ottawa e da Cidade do México, expandindo as negociações para incluir temas não diretamente relacionados ao comércio, como migração, tráfico de drogas e defesa. A recomendação de Greer para a renovação do acordo dependerá de uma resolução que incorpore as contribuições do setor, focando em regras de origem mais rigorosas para bens industriais, colaboração em minerais críticos, proteção trabalhista e combate ao dumping. Se os países concordarem com a renovação, o pacto será estendido por mais 16 anos. Contudo, a ausência de um acordo para renovação pode levar a revisões anuais por uma década, até seu vencimento em 2036, com qualquer país podendo anunciar sua saída com seis meses de antecedência.

Ramificações Econômicas e Políticas de uma Ruptura

A ameaça de uma possível retirada dos EUA do USMCA é mais do que uma tática de negociação; representa um risco sísmico para uma relação comercial que movimenta aproximadamente US$ 2 trilhões em bens e serviços. Tal movimento abalaria as fundações econômicas do continente, gerando profunda incerteza entre investidores globais e líderes mundiais. Domesticamente, a perspectiva de tarifas mais altas provocaria uma rebelião de grupos empresariais e legisladores americanos, e poderia exacerbar as preocupações com a acessibilidade financeira dos consumidores às vésperas das eleições de meio de mandato de novembro, onde os republicanos de Trump já enfrentam uma disputa acirrada pelo controle do Congresso. Historicamente, Trump utilizou a ameaça de tarifas e a retirada de acordos como alavanca política, como visto em suas imposições sobre produtos canadenses por questões alheias ao comércio ou sua postura sobre projetos de infraestrutura fronteiriços, levantando a questão se sua atual consideração é um passo para uma saída real ou uma estratégia de pressão para obter termos mais favoráveis.

Diante desse cenário, o futuro do USMCA permanece incerto. As perguntas de Trump a seus assessores, embora não sejam um indicativo definitivo de suas ações futuras, revelam a profundidade de suas considerações. O que está em jogo não é apenas um acordo comercial, mas a estabilidade econômica e política de uma região inteira, enquanto o mundo aguarda para ver se o ex-presidente optará por desmantelar um pacto que ele mesmo forjou em sua busca incessante por um "acordo melhor".

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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