Caso C4 Gym: Criança de 5 Anos é Confirmada como Vítima de Intoxicação em Piscina de Academia, Agravando Investigação em SP

A investigação em torno da trágica morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, após um grave incidente de intoxicação na piscina da academia C4 Gym, localizada na Zona Leste de São Paulo, alcançou um novo e preocupante patamar. Em uma coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira, o delegado Alexandre Bento, titular do 42º Distrito Policial, no bairro Parque São Lucas, revelou que uma criança de apenas 5 anos de idade também foi identificada como vítima dos efeitos nocivos dos produtos químicos utilizados na manutenção do estabelecimento, ampliando o rol de indivíduos afetados por essa negligência.

A Revelação do Caso da Criança e o Agravamento Respiratório

Durante as apurações, a autoridade policial descobriu o caso de Maria Eduarda, uma menina de 5 anos, cujo quadro respiratório vinha se deteriorando inexplicavelmente. A criança havia sido matriculada na academia justamente por recomendação médica, para a prática de natação como auxílio no tratamento de problemas respiratórios. Contudo, em vez da melhora esperada, sua condição clínica agravou-se consideravelmente ao longo do tempo. Somente após a ampla divulgação dos outros casos de intoxicação na academia, os médicos de Maria Eduarda conseguiram correlacionar seus sintomas com a exposição ao cloro, confirmando, por meio de laudo, a intoxicação química como a causa de seu sofrimento.

O Perigo do Excesso de Cloro e Outras Vítimas Internadas

O delegado Alexandre Bento foi enfático ao afirmar que o uso excessivo de cloro foi o responsável direto pela morte de Juliana Faustino Bassetto e pela série de intoxicações. Além da professora e da criança, a exposição aos químicos levou à internação do esposo de Juliana, Vinicius, que se encontra em estado grave na UTI, e do adolescente Gabriel, de apenas 14 anos, que também permanece hospitalizado na UTI, necessitando de aparelhos para respirar. A reiteração do agente químico como causa principal por parte da autoridade policial reforça a dimensão da imprudência na manutenção da piscina.

A Cena de Risco: Odor Intenso e Dificuldade para Perícia

A gravidade das condições no interior da academia ficou evidente no primeiro acesso das equipes de perícia ao local, realizado no último domingo. O delegado detalhou que foi necessário o auxílio do Corpo de Bombeiros para que os peritos pudessem ingressar no estabelecimento. Mesmo dias após o incidente, o ambiente ainda apresentava um 'excessivo odor de cloro', tornando a permanência no local insuportável. A perita do Instituto de Criminalística teve de utilizar máscaras de proteção para conseguir efetuar seu trabalho, um indicativo claro da periculosidade e alta concentração dos produtos químicos presentes.

A Profundidade da Investigação e a Questão da Responsabilidade

A confirmação de que o uso inadequado e excessivo de cloro foi o pivô para uma morte e múltiplas intoxicações, incluindo a de uma criança, sublinha a urgência e a seriedade da investigação em curso. O caso da C4 Gym realça a imperativa necessidade de que a manipulação de produtos químicos em estabelecimentos de uso público seja conduzida exclusivamente por profissionais capacitados e em estrita conformidade com as normas de segurança. A polícia segue empenhada em apurar todas as responsabilidades, buscando determinar quem falhou na garantia da segurança e saúde dos frequentadores, e garantir que a justiça seja devidamente aplicada frente a esta grave sequência de eventos.

A inclusão de uma criança de 5 anos entre as vítimas eleva a dimensão da tragédia e reforça a necessidade de vigilância constante sobre a segurança em ambientes de lazer e esporte. O desdobramento do caso da C4 Gym serve como um alerta contundente para academias e espaços similares sobre as consequências catastróficas da negligência na gestão de produtos químicos e a importância vital de se assegurar um ambiente seguro para todos os seus usuários.

Fonte: https://portalleodias.com

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