O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou uma auditoria aprofundada sobre o DREX, a futura moeda digital do Banco Central do Brasil, destacando a importância de um arcabouço sólido para sua implementação. Este exame minucioso concentrou-se nos pilares de governança, gestão de riscos e infraestrutura tecnológica, culminando em uma série de recomendações direcionadas à autoridade monetária para assegurar a robustez e segurança do projeto.
A Análise Abrangente do Guardião das Contas Públicas
A iniciativa do TCU reflete o seu papel constitucional de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos e a gestão de projetos estratégicos para o país. A auditoria sobre o DREX não apenas avaliou as bases atuais do desenvolvimento da Moeda Digital de Banco Central (CBDC) brasileira, mas também antecipou desafios e potencialidades. O objetivo central é garantir que sua implementação ocorra com a máxima eficiência, segurança e transparência, assegurando que o projeto atenda aos mais altos padrões de gestão desde suas fases iniciais.
Governança, Riscos e Tecnologia: Os Pontos de Atenção
A avaliação detalhada do Tribunal de Contas desdobrou-se em três frentes essenciais para o sucesso do DREX. No que tange à **governança**, as recomendações visam fortalecer a estrutura decisória, a definição de papéis e responsabilidades, além de um arcabouço regulatório claro que balize a operação da moeda digital. Quanto à **gestão de riscos**, o TCU enfatizou a necessidade de estratégias robustas para mitigar ameaças como ataques cibernéticos, fraudes, questões de privacidade de dados e a manutenção da estabilidade financeira, garantindo a confiança do público e dos agentes do mercado. Já a análise da **tecnologia** focou na resiliência da plataforma, sua capacidade de escala, interoperabilidade com o sistema financeiro existente e a segurança da arquitetura digital que sustentará a moeda, elementos cruciais para a eficiência e integridade das transações.
O Imperativo do Monitoramento Contínuo pelo Banco Central
Um dos pontos centrais da determinação do TCU é a exigência de um acompanhamento contínuo e rigoroso do projeto DREX pelo Banco Central. Esta medida sublinha a complexidade e a natureza inovadora da iniciativa, que demandam vigilância constante e capacidade de adaptação. O monitoramento permitirá ao BC identificar e corrigir desvios rapidamente, ajustar estratégias conforme a evolução tecnológica e as necessidades do mercado, e assegurar que as recomendações do TCU sejam efetivamente implementadas, garantindo a solidez do projeto em todas as suas fases de desenvolvimento e futura operação.
Em suma, a auditoria do Tribunal de Contas da União sobre o DREX representa um marco crucial para a segurança e a confiabilidade da futura moeda digital brasileira. As diretrizes e o acompanhamento contínuo estabelecidos pelo TCU são ferramentas indispensáveis para que o Banco Central possa construir um sistema monetário digital que não apenas promova a modernização e a inclusão financeira, mas que também resguarde a estabilidade e a segurança do ecossistema financeiro nacional, consolidando a posição do Brasil na vanguarda da inovação financeira global.
Fonte: https://br.cointelegraph.com

