Anfavea Celebra Não Prorrogação de Cotas de Importação para Veículos Eletrificados

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) manifestou nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, sua satisfação com a decisão do governo de não estender as cotas de importação para veículos híbridos e elétricos. O regime, que permitia a entrada desses automóveis com isenção de imposto, encerrou-se em 31 de janeiro. A medida é vista pela entidade como um passo fundamental para o fortalecimento da produção nacional e a geração de empregos no país.

O Término das Cotas e Seus Beneficiários

As cotas de importação, agora extintas, foram um instrumento que permitiu a entrada de veículos eletrificados com alíquota zero do imposto de importação. Tal benefício era direcionado a fabricantes que realizavam a finalização da produção desses automóveis em fábricas no Brasil. A marca chinesa BYD, por exemplo, utilizava amplamente esse regime para trazer carros híbridos e elétricos parcialmente montados da China, concluindo a montagem em sua recém-inaugurada fábrica em Camaçari, na Bahia, que iniciou operações em outubro.

A validade para o uso das cotas expirou em 31 de janeiro, e, até o momento, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) não recebeu nenhum pedido oficial para a renovação do benefício. A ausência de uma prorrogação foi o motivo da celebração da Anfavea.

A Posição Firme da Anfavea em Defesa da Indústria Local

Igor Calvet, presidente da Anfavea, enfatizou que a não prorrogação das cotas é crucial para o estímulo à produção nacional. Ele destacou que a decisão governamental alinha o Brasil à meta de sofisticação da produção e à criação de mais postos de trabalho. A entidade reafirma seu compromisso inabalável com o desenvolvimento da indústria automotiva no país.

Calvet foi categórico ao afirmar que, caso qualquer empresa venha a pleitear, no futuro, medidas semelhantes de cotas ou redução de alíquotas de imposto, a Anfavea manterá sua posição em defesa da produção local. A associação defende a importância de se realizar no Brasil processos produtivos mais complexos e de alto volume, como estamparia, soldagem e pintura, visando a plena geração de empregos qualificados e o fortalecimento da cadeia produtiva nacional.

Perspectivas e o Futuro da Produção Automotiva Nacional

A visão da Anfavea é que o encerramento do regime de cotas impulsiona um cenário de investimentos mais robustos na indústria automotiva brasileira. A expectativa é que a ausência de incentivos para a importação force os fabricantes a investir mais na localização da produção, desde a montagem final até a fabricação de componentes. Este movimento é considerado vital para o desenvolvimento tecnológico do setor e para o aumento da autonomia produtiva do país, especialmente no crescente segmento de veículos eletrificados.

A decisão é vista como um passo estratégico para consolidar o Brasil como um polo de produção de alta tecnologia e grande volume, contribuindo significativamente para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a geração de oportunidades de trabalho em todo o território nacional.

Em suma, a não prorrogação das cotas de importação é celebrada pela Anfavea como um marco decisivo. A entidade acredita que esta medida estratégica do governo pavimenta o caminho para um setor automotivo brasileiro mais robusto, inovador e autossuficiente, priorizando a valorização da produção interna e o desenvolvimento socioeconômico do país.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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