O governo federal delineou uma ambiciosa meta para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), visando a contratação de <b>1 milhão de novas unidades habitacionais até 2026</b>. Este objetivo estratégico, revelado por Augusto Rabelo, secretário Nacional de Habitação, durante o Real Estate Conference na sede da XP Investimentos, em São Paulo, representa a etapa final para que a gestão do presidente Lula cumpra seu compromisso de entregar 3 milhões de moradias durante seu terceiro mandato.
Acelerando para a Meta Final de 3 Milhões
A cifra de um milhão de novos contratos em 2026 é fundamental para concretizar o total de 3 milhões de unidades habitacionais prometidas pelo governo. Este volume abrangerá todas as modalidades do MCMV, incluindo financiamentos via Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), FGTS Urbano, Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), Entidades e o segmento Rural. Tradicionalmente, a maior parte deste investimento é impulsionada por financiamentos não subsidiados, e para o próximo ano, espera-se que cerca de <b>850 mil novos contratos se enquadrem nesta categoria</b>.
Caso essa projeção se concretize, o programa registrará um crescimento anualizado de quase <b>25% nos financiamentos</b>, superando significativamente os aproximadamente 690 mil novos contratos previstos para 2025. Este salto demonstra a intensidade do esforço governamental para acelerar a entrega de moradias.
Otimismo do Mercado e Foco nas Faixas de Renda
Apesar do caráter desafiador, a meta é vista como “factível” por Augusto Rabelo, que aponta o crescente interesse e a disposição do mercado como evidências da sua viabilidade. O secretário enfatiza que a força motriz para este crescimento contínuo do MCMV permanecerá concentrada majoritariamente nas <b>Faixas 1 e 2</b> do programa, que atendem às famílias de menor renda.
No entanto, há uma expectativa de que as <b>Faixas 3 e 4</b> também contribuam com uma parcela maior do total de contratos. A Faixa 4, em particular, que foi lançada no início de 2025, deve alcançar maior maturidade e demanda ao longo do próximo ano, ampliando seu impacto na expansão do programa.
Novas Políticas e o Engajamento do Setor Privado
O engajamento do setor privado tem sido impulsionado por uma nova política habitacional do governo federal, que inclui medidas como a <b>remoção gradual dos depósitos compulsórios de 20% da caderneta de poupança</b> destinados ao Banco Central. Essa mudança regulatória tem incentivado agentes do mercado a redirecionar projetos que, inicialmente, não seriam voltados para o MCMV, integrando-os agora ao programa, dada a maior atratividade e segurança jurídica.
Expansão do Sistema Financeiro da Habitação para Maiores Rendas
Paralelamente ao fortalecimento do MCMV, novas regras para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), focadas em <b>famílias com renda superior a R$ 12 mil</b>, estão abrindo um “universo novo” de possibilidades de financiamento e captação de recursos. Esse movimento estratégico amplia o leque de atuação do setor de construção, permitindo que empresas apostem tanto no MCMV quanto em segmentos de maior poder aquisitivo, otimizando seus investimentos e diversificando seus produtos.
A combinação dessas iniciativas — metas ambiciosas, otimismo do mercado, foco nas diferentes faixas de renda e o fomento a um ambiente regulatório mais favorável — posiciona o governo federal para não apenas cumprir sua promessa de moradia, mas também para dinamizar significativamente o setor da construção civil, criando um panorama promissor para a habitação no país.
Fonte: https://www.infomoney.com.br

