O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) lavrou um auto de infração no valor de R$ 2,5 milhões contra a Petrobras. A sanção é resultado de um incidente registrado em janeiro deste ano, que envolveu um vazamento de fluido de perfuração durante as atividades exploratórias da estatal na Bacia da Foz do Amazonas.
Detalhes do Incidente e a Natureza da Substância
A autuação do Ibama detalha que o vazamento consistiu na descarga de 18,44 metros cúbicos de um fluido de perfuração de base não aquosa, caracterizado como uma mistura oleosa, diretamente no ambiente marinho. Este episódio ocorreu a partir do navio sonda 42 (NS-42), embarcação empregada pela Petrobras em suas operações de prospecção de petróleo e gás na região. O fluido em questão é uma composição complexa de produtos químicos e minerais, essencial para lubrificar e resfriar a broca, além de estabilizar o poço durante o processo de perfuração exploratória.
Impacto Ambiental e Classificação de Risco
Segundo a análise do Ibama, o líquido descarregado acidentalmente no mar pela Petrobras contém componentes que foram categorizados como de risco B. Esta classificação aponta para um risco médio potencial, tanto para a saúde humana, caso haja contato ou exposição, quanto para a integridade do ecossistema aquático. A presença desses componentes no oceano levanta preocupações sobre possíveis alterações na fauna e flora marinhas da sensível Bacia da Foz do Amazonas.
Prazos e Próximos Passos para a Petrobras
Após a notificação do auto de infração, a Petrobras dispõe agora de um prazo de 20 dias. Durante este período, a companhia poderá optar por efetuar o pagamento da multa estabelecida pelo órgão ambiental. Alternativamente, a empresa tem o direito de apresentar sua defesa administrativa, buscando contestar a validade ou os termos da autuação imposta pelo Ibama.
Fonte: https://www.infomoney.com.br

