Uma operação policial meticulosa culminou na prisão de um homem apontado como figura de proa do Comando Vermelho na região de Juazeiro do Norte, interior do Ceará. O indivíduo foi capturado na última sexta-feira (13) enquanto buscava atendimento médico em uma unidade hospitalar, utilizando uma identidade fraudulenta. A ação destaca a vigilância contínua das forças de segurança contra criminosos foragidos, mesmo em situações de vulnerabilidade.
A Captura Estratégica no Hospital Regional do Cariri
A prisão ocorreu dentro das instalações do Hospital Regional do Cariri (HRC), onde o suspeito tentava dar entrada para tratar um problema renal, especificamente dores decorrentes de cálculos. No processo de cadastro hospitalar, o homem apresentou documentos que não correspondiam à sua verdadeira identidade, utilizando dados de uma terceira pessoa que, curiosamente, possuía antecedentes criminais. Essa discrepância, aliada a informações prévias de inteligência, acendeu o alerta das autoridades.
Desvendando a Verdadeira Identidade do Foragido
A polícia já havia recebido informes de que um indivíduo foragido, supostamente debilitado, poderia buscar assistência médica na área. Em resposta a essa inteligência, equipes passaram a monitorar discretamente as unidades de saúde locais. Ao confrontar o paciente com a identidade suspeita no HRC, os agentes confirmaram que se tratava de Marlisson Lopes Morais. Ele possuía um mandado de prisão em aberto e um extenso histórico criminal, incluindo acusações de homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa, evidenciando seu papel na organização criminosa Comando Vermelho.
Consequências Legais e o Estado Atual
Marlisson Lopes Morais foi detido para cumprir uma pena de 8 anos e 9 meses de reclusão, referente a uma condenação anterior por tráfico de drogas. Adicionalmente, foi autuado em flagrante pelo uso de documento falso durante a tentativa de internação. Seu telefone celular foi apreendido no momento da prisão e será submetido a perícia, na expectativa de que forneça dados valiosos para novas investigações sobre as atividades da facção. Apesar da prisão, devido à necessidade de intervenção cirúrgica para a retirada das pedras nos rins, o suspeito permanece hospitalizado, sob rigorosa vigilância policial, aguardando o procedimento médico necessário antes de ser encaminhado ao sistema prisional.
A ação demonstra a eficácia da coordenação entre inteligência e execução policial, garantindo que mesmo condições de saúde não sirvam de refúgio para foragidos da justiça, especialmente aqueles ligados a organizações criminosas de alta periculosidade. O caso segue sob investigação, com as autoridades atentas aos desdobramentos e à possível obtenção de novas provas.
Fonte: https://www.infomoney.com.br

