Morte em Piscina de Academia: Manobrista Tem Celular Apreendido e Alega Cumprir Ordens Superiores

A trágica morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, após um incidente na piscina da academia C4 Gym, desencadeou uma rigorosa investigação policial. No centro das apurações está Severino, o manobrista responsável pela manutenção do local, que teve seu celular pessoal apreendido e, em sua primeira manifestação pública, declarou agir sob ordens diretas da empresa. Este desdobramento adiciona uma nova camada de complexidade ao caso que chocou a comunidade e gerou alerta sobre a segurança em estabelecimentos de lazer.

A Investigação e a Apreensão do Celular

A Polícia Civil intensificou as diligências para esclarecer as circunstâncias que levaram à fatalidade e à intoxicação de outras quatro pessoas após o uso da piscina. Como parte fundamental do inquérito, o aparelho telefônico de Severino foi recolhido para análise forense, com o objetivo de buscar elementos que possam elucidar a rotina de trabalho e as comunicações relativas à gestão da piscina. O próprio funcionário confirmou a apreensão do dispositivo, reiterando em breve declaração à imprensa que suas ações eram estritamente em conformidade com as diretrizes internas da academia.

Linha de Defesa: Ordens Superiores Ditavam Misturas Químicas

A defesa de Severino, representada pela advogada Bárbara Bonvicini, tem enfatizado a narrativa de que o manobrista operava como mero executor de tarefas, sem autonomia para decisões técnicas. Conforme Bonvicini, a perigosa mistura de produtos químicos, que é o foco central da investigação sobre a possível liberação de gases tóxicos, não era uma iniciativa de seu cliente, mas sim uma diretriz emanada de um superior hierárquico específico. Essa linha de defesa busca desvincular Severino da responsabilidade pela formulação ou método da mistura, apontando para uma cadeia de comando interna na academia que determinava os procedimentos.

Conteúdo das Mensagens e a Espera por Laudos

A expectativa da defesa agora se concentra nos resultados periciais dos produtos utilizados na piscina e na análise forense do celular apreendido. A advogada Bonvicini antecipou que o conteúdo do aparelho deverá corroborar a versão de seu cliente, revelando comunicações diretas com o superior que instruía sobre a dosagem e o tipo de substância a ser empregada. Embora a identidade desse superior não tenha sido revelada publicamente pela defesa neste estágio, a informação é crucial para a progressão do inquérito, que busca definir os níveis de responsabilidade dentro da estrutura da academia. A defensora reiterou que não se trata de confirmar se era um gerente ou um dos proprietários, mas sim uma pessoa em posição de comando direto sobre Severino.

O caso segue sob intensa apuração da Polícia Civil, que busca determinar se a manipulação inadequada de produtos químicos foi, de fato, a causa da liberação de gases tóxicos na piscina, culminando na perda de uma vida jovem e na internação de outros frequentadores. A busca por respostas e pela responsabilização dos envolvidos permanece a prioridade, à medida que novos elementos surgem e contribuem para a complexidade desse trágico episódio. A sociedade aguarda os próximos passos da investigação para que a verdade seja plenamente estabelecida e medidas preventivas possam ser adotadas para evitar futuras fatalidades.

Fonte: https://portalleodias.com

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