Uma nova leva de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) continua a lançar luz sobre as finanças e operações do falecido magnata Jeffrey Epstein. Entre os mais recentes arquivos tornados públicos, surgem indícios intrigantes que conectam Epstein a um investimento substancial em uma das maiores plataformas de criptomoedas do mundo, a Coinbase, há uma década. As revelações sugerem que o investidor, cujo nome está inextricavelmente ligado a uma rede de tráfico sexual de menores, teria antecipado o boom das criptomoedas de maneira notável.
Evidências nos E-mails do Departamento de Justiça
Os registros eletrônicos agora acessíveis, provenientes de e-mails divulgados pelo DOJ, apontam para uma possível aplicação de <b>US$ 3,2 milhões por Jeffrey Epstein na Coinbase em 2014</b>. Quatro anos mais tarde, em 2018, parte dessa posição teria sido desinvestida, gerando um retorno substancial de <b>US$ 15 milhões</b>. Embora as informações sejam baseadas em sugestões e inferências contidas nos documentos, e não em confirmações diretas de transação, elas delineiam uma estratégia de investimento agressiva e, para o período, bastante visionária no campo das moedas digitais.
A Incursão Precoce de Epstein no Mercado Cripto
O ano de 2014 marca um período embrionário para a indústria de criptoativos, com o Bitcoin e outras moedas digitais ainda longe de atingirem o reconhecimento e a valorização que viriam a ter. A Coinbase, fundada em 2012, estava apenas começando a solidificar sua posição como uma exchange confiável. A suposta decisão de Epstein de investir uma quantia tão considerável neste mercado emergente demonstra uma perspicácia incomum ou um acesso a informações privilegiadas sobre o potencial futuro dos ativos digitais. Este movimento destaca um lado de sua rede financeira que poucos conheciam, posicionando-o como um dos primeiros grandes nomes a apostar na tecnologia blockchain.
Repercussões e o Legado Financeiro Póstumo
A descoberta deste suposto investimento em criptoativos adiciona uma nova camada à complexa teia financeira de Jeffrey Epstein, cuja vasta fortuna e sua origem continuam sob intenso escrutínio. A divulgação desses e-mails faz parte do esforço contínuo do Departamento de Justiça para mapear os bens do espólio de Epstein, com o objetivo principal de indenizar as numerosas vítimas de seus crimes hediondos. A conexão com uma plataforma de renome como a Coinbase, ainda que indireta e pendente de confirmação mais detalhada, pode levantar questões sobre os mecanismos de due diligence da época e como tais associações são percebidas publicamente, especialmente em um setor que busca maior regulamentação e transparência.
À medida que mais documentos relacionados a Jeffrey Epstein vêm à tona, cada nova informação contribui para um quadro mais completo de suas operações e influências. O potencial investimento na Coinbase, com seus impressionantes retornos, serve como um lembrete da amplitude e diversidade de seu portfólio, ao mesmo tempo em que a sombra de seus crimes hediondos permanece indissociável de qualquer descoberta sobre suas finanças.
Fonte: https://br.cointelegraph.com

