A investigação sobre a trágica morte de Orelha, o cão comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, teve um desdobramento decisivo graças à análise de novas provas técnicas. Imagens de câmeras de segurança, obtidas e periciadas pela Polícia Civil, foram fundamentais para desmentir a versão apresentada pelo principal suspeito, um adolescente, e consolidar o inquérito que culminou no pedido de sua internação provisória.
A Contradição Exposta pelas Câmeras de Segurança
O jovem, apontado como principal envolvido no caso, havia declarado em seu depoimento que permaneceu na área da piscina do condomínio onde reside durante toda a madrugada do dia 4 de janeiro, data do incidente. Contudo, o material videográfico colhido pelas autoridades pintou um quadro completamente diferente. As gravações revelaram que o adolescente deixou o portão do prédio às 5h25 da manhã e só retornou à propriedade às 5h58, acompanhado de uma amiga, contrariando sua narrativa inicial de permanência no local.
Cronologia do Crime e a Força da Prova Técnica
A relevância dessas filmagens reside na sua precisa coincidência com o intervalo em que o ataque ao animal teria ocorrido. As autoridades estimam que a agressão a Orelha se deu por volta das 5h30, horário que se encaixa perfeitamente no período em que o suspeito esteve ausente do condomínio. Segundo o delegado Renan Balbino, a força probatória das imagens foi determinante, especialmente porque o adolescente não tinha conhecimento de que a polícia já as possuía no momento em que prestou seu depoimento, o que expôs diretamente as inconsistências em sua versão dos fatos.
Conclusão do Inquérito e As Implicações Legais
Com o encerramento da investigação na última terça-feira, a Polícia Civil concluiu que o jovem cometeu um ato infracional análogo ao crime de maus-tratos a animais. O conjunto probatório, que inclui não apenas as filmagens, mas também detalhes sobre as roupas do suspeito e depoimentos de testemunhas, reforçou a convicção dos investigadores de que ele estava presente na praia no momento do ocorrido. Este desfecho foi crucial para o avanço do caso e para a solicitação de medidas legais cabíveis contra o adolescente.
A eficácia da perícia técnica e a persistência da Polícia Civil foram essenciais para desvendar as circunstâncias da morte de Orelha, trazendo luz à verdade por trás das contradições iniciais. O caso sublinha a importância da investigação detalhada e da prova material na busca por justiça, especialmente em situações que envolvem a proteção animal e a responsabilização por atos de crueldade.
Fonte: https://portalleodias.com

